Corrida do Consumidor Carioca 2026


Eu ia correr a São Sebastião de 2025, mas na primeira semana de janeiro meu pé começou a doer tanto que precisei parar novamente e fui voltar a correr só em fevereiro de 2026, quando realmente estava sem dor, embora o tendão ainda estivesse espessado.

Em 2025 tinha tido essa corrida gratuita organizada pela Spiridon, Quando a Spiridon falou que teria uma corrida em 2026 na Lapa, imaginei que seria essa, cuja inscrição começaria às 10 h do dia 03/03. Quando chegou esse dia e horário, fiquei vendo se tinha atualização no Instagram da organização e procurava pelo termo "consumidor" no Ticket Sports, porém não tinha nada! Até que resolvi procurar no Google "Corrida do Consumidor 2026". Aí achei um site, que tinha um link para o Ticket Sports, que infelizmente estava esgotado. Contudo, não desisti e fiquei tentando, até que voltou a ter vagas e consegui inscrever André e eu.

Uma dúvida que eu tinha era o horário da largada. Tinha lugar que dizia que era às 7 h e outros, como no regulamento, às 7:30. Perguntei pra organização pelo contato e pelo Instagram. Até que eles divulgaram o horário de 7:30 no Instagram. Outro problema é que o André é deficiente e não tinha como se inscrever como PCD. Ele mandou e-mail e foi orientado a pedir para ser colocado como deficiente na hora de retirar o kit.

Eu tinha agendado a retirada de kit para o sábado. Todavia, o André conseguiu pegar os nossos kits na sexta, nos quais vieram uma camiseta, número com chip e um sachê para dor. Lá ele conseguiu se colocar como deficiente.

Com a forma física que estava, estimava fazer os 5 Km em 28:18.

No dia 15/03, acordamos às 5:30. Eu tinha dormindo de forma razoável e pesava 53,2 Kg pela manhã. Considerando que o fato de não treinar na véspera incha um pouco a pessoa e que fiquei 1 ano e 1 mês sem poder correr, até que não estava tão ruim assim. 

Saímos trotando para aquecer por volta das 6 h, pegamos um 422 logo de cara, que foi ficando muito cheio, saltamos na Carioca por causa do desvio de rota devido aos bloqueios da corrida, e fomos trotando novamente até a arena da corrida, onde chegamos aproximadamente às 6:30.

Lá encontrei alguns amigos que não via há muito tempo, como o campeão Fabiano e o Jorge Ultramaratonista.

Por volta das 7 h, estava 23°C. Quando era 7:20, fomos nos alinhar para a largada e fui ligar nossos relógios. Aí notei que não estava pegando meu frequencímetro, e sim os batimentos do pulso. Achei que o frequencímetro tivesse despareado ou sem bateria. Só que, na verdade, o relógio do André tinha pegado o meu frequencímetro e, aparentemente, 2 relógios não conseguem pegar o mesmo frequencímetro. A solução foi ele se afastar para largar junto com os PCDs lá na frente. Já o GPS se mostrava instável, perdendo o sinal o tempo todo.

Chegou 7:30 e nada de largar. O motivo era a espera do secretário do Procon para fazer o necessário discurso contra apostas, que só viciam as pessoas e que deveria ser novamente proibido. 

Finalmente, depois de quase 20 min esperando, largaram os PCDs e, pouco depois, os demais corredores. 

Não saí muito na frente, peguei um pequeno engarrafamento e acelerei aos poucos. Via que as placas de Kms estavam sempre antes da distância do meu GPS. O percurso foi todo pelo centro, durante o qual havia 2 postos de água bem gelados e algumas pequenas subidas e descidas. No meio do caminho ultrapassei o André, que estava junto com outro amigo deficiente e, antes, havia passado vários deficientes visuais. Eu acreditava que ele tinha pegado pódio por isso.

Terminei o percurso em exatos 27 min pelo meu relógio, com frequência cardíaca média de 165 e máxima de 172, com meu GPS dando 4,90 Km. Meu marido chegou com 27:59 e com o GPS dando 4,99 Km, o que achei estranho, porque o relógio é da mesma marca, Polar. Conversando com outras pessoas, cada GPS pegou uma distância diferente, uns com 4,7 Km e outros, com 5,2 Km. Acredito que o problema seja a região, com muitos prédios altos, que faz com que o GPS não funcione muito bem. Ao menos eu corri um tanto melhor do que o previsto. Ainda que tivesse 100 m a menos mesmo, não faria mais de 28 min. Quando cheguei, encontrei a Ana Paula trabalhando na organização. 

Depois, pegamos o lanche algumas vezes e, enquanto aguardávamos a premiação, o professor Léo Anjos, que já deu aula na minha filial da academia, deu aula de zumba. Aproveitei para dançar um pouco, já que agora eu posso. Durante a corrida, que eu fiz sem palmilhas, apenas senti algum incômodo. Já durante a dança, novamente com as palmilhas, não senti nada. Dancei, saltei e fiquei na ponta do pé sem sentir nada. Fico muito feliz por poder levar uma vida normal novamente.

Quando chamaram a premiação, o André realmente tinha pegado pódio, sendo o segundo entre os deficientes.  Quando saíram os resultados, eu fui a 137º no geral absoluto de 938 atletas, a 26º no geral feminino de 494 mulheres, e a 6º de 81 corredoras na categoria 45-49 anos.

Após isso, fomos embora trotando até o ponto, pegamos o 247, e voltamos para a casa trotando ali da UERJ. Depois de botar as pernas pra cima e passar gelo, estreei meu brinquedo novo: botas pneumáticas. Enquanto isso, muitos monstros morreram no FF7 Ever Crisis!

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