32º Campeonato Estadual de Atletismo Master

 


Depois de 2 anos de molho, finalmente pude me inscrever novamente no Campeonato Estadual Master. Deixei para fazer a inscrição no último dia, 12/06, para me precaver de uma possível lesão às vésperas da competição. Nesta edição me surpreendeu o número de participantes: ao final das inscrições tinham 253 atletas inscritos! Só não foi maior do que em 2021, quando quase não tinha corrida por causa da pandemia e mais de 300 competidores participaram do evento. 

Como não ficamos entre os 150 primeiros inscritos, não tivemos direito a bela camisa e a viseira. Já sobre o passeio no Maracanã ou no Museu do Amanhã que os primeiros inscritos teriam direito, a AVAt até que abriu para todos os inscritos, só que seria inviável irmos num dos passeios numa terça-feira, infelizmente. Por ser num dia da semana, no dia 30/06, poucos foram.

No sábado acordamos às 5:30, porque minha primeira prova, os 1500 m, seria às 8 h. Por causa do final da TPM, acordei inchadíssima, com 53,8 Kg. Só para terem uma ideia, na sexta eu estava com 52,0 Kg. Estou um pouco mais gordinha por causa da viagem recente, mas nada justificava, exceto a parte hormonal, estar com tanto peso. Ao menos tinha tido uma noite de sono razoável. 

Saímos às 6 h e estava uma neblina densa. Chegamos no CDA às 6:30 e mal conseguíamos ver a pista. Quando chegamos, fomos recepcionados calorosamente pelo novo presidente da AVAt, Tony. Como chegamos cedo, o André ajudou a pegar as mesas e cadeiras para a barraca da nossa equipe, Muvuca da Vovó. 

A pista de competição já não está com a mesma qualidade de 2023, com algumas bolhas. Ruim mesmo está a de treino, cheia de buracos. Lamentável um quartel do porte do CDA não manter a pista bem conservada. Desde 2005, quando treinei lá pela primeira vez, nunca a vi assim.

Quando as chefes da equipe, Vânia e Dalva chegaram, pegamos nosso kit, que veio com 2 números e um lanche. Não vieram alfinetes, mas elas os tinham. Ajudamo-nas a levar seus pertences para a barraca e colocamos os nossos números: um na frente e outro atrás. Foi a primeira vez que teve número atrás numa competição da AVAt.

Como esperado, estava na segunda série dos 1500 m. Estava um pouco frio, fazendo 19° C. A largada da nossa prova atrasou uns 20 min. A competição como um todo também atrasou. A pistola estava com defeito e a neblina no início atrapalharam bastante. 

A largada da minha série foi às 8:49. Assim que saímos sentia todo meu corpo pesar. Esforcei-me para acompanhar as primeiras, porém não tinha como alcançá-las. Estava sentindo-me tão mole que tive até vontade de desistir ainda no início. Até para fazer o aquecimento estava ruim, quanto mais para correr para valer. Acabou que fiz os 1500 m em 7:13.1, com frequência cardíaca média de 162 e máxima de 165. Fui a 8° geral de 22 atletas concluintes e 3° de 3 atletas da minha faixa etária. Por causa do tempo parada e TPM, esperava fazer mais de 8 min. Fiquei feliz mesmo esse tendo sido o pior resultado da minha vida nessa prova.

O André também ficou na segunda série, que atrasou muito porque, com a demora de averiguação dos resultados da série anterior, um atleta foi ao banheiro sem avisar. Por isso, foi desclassificado. Ele reclamou de todas as maneiras, até porque outro corredor também tinha saído, só que tinha avisado antes. Dada a largada dele, ele saiu muito forte, fazendo a primeira volta em 1:37. Terminou a prova com 7:12.6, sendo o 31° de 42 homens concluintes e o 3° de 3 atletas na categoria dele. 

A forte neblina causou o atraso inicial. Além disso, como sempre, a competição como um todo atrasou muito. Eu, como sempre, gostaria de correr o revezamento 4 x 100 m, contudo, nesse ano o número de inscritos da nossa equipe foi de apenas 20: 12 homens e 8 mulheres. No masculino a Muvuca não teve dúvidas para colocar os 3 revezamentos, o que fez com que o André conseguisse participar sem problemas. No feminino, a Dalva conseguiu montar um com as mais velhas mais fortes. Para eu participar, a equipe concorreria nos 45 anos e, nessa faixa, poderia haver equipes mais fortes, o que poderia nos deixar sem medalha. Como a Vânia estava com dores, não havia certeza se daria para ter um segundo revezamento. 

Chegando na hora H, ela estava sem dores. Os atrasos diminuíram ao longo da tarde e largamos às 17:30. Por problemas nas provas de barreiras, por não ter barreiras mais baixas para os mais velhos, a competição chegou a ficar 3 h atrasada. Acabou que fomos a 6° de 7 equipes e 1° de 1 equipe da categoria de 45-49. Como era mais nova, fechei o revezamento, finalmente podendo correr na ponta dos pés sem problemas, graças a Deus. Na hora da passagem do bastão, vi outra equipe invadindo raia. Cheguei a alertar o árbitro, entretanto, ficou por isso mesmo. Nossa equipe foi Solange, Norma, Vânia e eu, e fez a prova em 2:16.6. 

No masculino, como começou a ficar muito escuro e não puderam ligar os refletores, só a primeira série pode correr. Infelizmente a série do André ficou para o domingo antes dos 5000 m. Nós chegamos em casa às 19:20, porque nosso companheiro de equipe Celestino deu-nos carona até a estação de metrô de Irajá.

Demoramos a dormir à noite por causa da agitação e acordamos no dia seguinte novamente às 5:30. Acordei ainda mais pesada, com 55 Kg. Saímos de casa às 6 h e chegamos na pista às 6:40.

O revezamento masculino 4x100 m seria logo depois da primeira prova, os 300 m com barreiras. Entretanto, algo aconteceu e eles resolveram fazer os 5000 m feminino logo. Como estava fresco, fazendo 20° C, resolveram que não teria água na corrida. De fato, pelo regulamento, não é obrigatório ter água nas provas de 5000 m, o que, sinceramente, deveria ser revisto mesmo no frio.

A largada atrasou uns 15 min e, dessa vez, teve pistola. Embora meu peso estivesse ainda mais alto, sentia meu corpo menos pesado. A minha meta era fazer abaixo de 26:51. Isso significava fazer cada 100 m em 32 s. Comecei assim, vi que estava fácil e baixei a meta para 31 s. Só que comecei a sentir minha pressão baixar e as forças sumirem. Na garra, consegui fechar a prova em 25:35 pelo meu relógio, correndo até melhor do que em Cascavel. Minha frequência cardíaca média foi de 167 e a máxima, de 177, o que prova que em parte corri no limite. Assim que acabei, deitei-me na pista e depois fui para uma das ambulâncias localizadas ao lado da pista. Muito bom ter 2 ambulâncias, porque havia muitos idosos competindo! Minha pressão estava em 10:7 mesmo depois de correr, quando nessa situação deveria estar mais alta. Depois que eu comi amendoim, que tem sal, fiquei bem.

A largada da primeira série dos 5000 m masculino atrasou mais de 1 h porque causa da grande quantidade de atletas: 25 corredores. E como alguns eram muito idosos, a prova foi muito demorada.

Quando os resultados dos 5000 m feminino saíram, vi que estava errado. Duas atletas que eu passei estavam com um tempo muito menor do que eu, porque provavelmente deram uma volta a menos. Além disso, aparentemente tinham trocado meu tempo com de outra atleta, porque eu não teria como ter feito 25:08 e ela fez 25:36.8, só que não chegou ninguém logo atrás de mim. A única certeza que tenho é a que fui a 2° de 3 atletas da minha categoria. No geral, estou como 10° de 15 atletas, mas provavelmente fui a 8°.

A largada do André foi ser às 10:30. Eu estava marcando suas voltas na largada. Quando ele deu a 11° volta, fui andando no sentido oposto até a chegada, quando o vejo parando. Comecei a gritar, porque ainda faltava uma volta. Isso fez com que ele voltasse a correr. Se no adulto, em campeonato brasileiro, os árbitros erram, imagina no veterano. Por isso eu sempre conto as minhas voltas. O tempo dele "oficial" dele foi de 26:44. Todavia, se não tivesse parado antes da hora e voltado a correr, teria sido melhor. Ainda assim, teria continuado a ser o 4° de 4 atletas de 55-59.

Os 800 m só foi largar 2 h depois do previsto. Os 200 m masculino demorou muito entre cada série. Aparentemente, o problema era na cronometragem eletrônica, que estava falhando. Para agilizar, largaram em arco. Eu fiquei na 2°série e fui largar só às 13:22, debaixo de 26 °C. Saí devagar, pelo inchaço, cansaço e falta de forma, calculando a velocidade e terminei a prova com 3:33.3, com frequência cardíaca média de 162 e máxima de 169. Fui a 2° de 3 atletas da minha categoria e 8° de 22 atletas no total.

Só às 13:50 o André largou. Ele fez o dele em 3:35 e foi o 29° de 43 atletas e 3° de 3 atletas na categoria dele pelo site. Porém, no papel estava em 4º e acabou sem medalhas. Na segunda-feira, ele ficou sabendo que, aparentemente um atleta foi desclassificado e que, de fato, foi o 3º.

Antes do revezamento 4 x 400 m, ainda teria a largada da 2° série do 4 x 100 m do masculino. Para atrasar ainda mais, esqueceram da série do André e da CF2V, que correram na 3º série por erro deles.

Finalmente, quase 16 h, chamaram o 4 x 400 m. As atletas também se perdem, ficam dispersas, o que atrasa as provas. Minha equipe era só de senhoras e, por isso, fomos as últimas de 6 equipes. Eu fiz a minha parte em 1:49, com frequência cardíaca média de 152 e máxima de 160. As demais integrantes da minha equipe foram Vera, Solange e Irai, com o tempo total de 11:16.1. Novamente, vi algo que infligiu as regras, quando um árbitro ajudou uma atleta a ficar na posição certa na hora da passagem do bastão para não queimar. Até onde eu saiba, ele passa as explicações. Depois, cada uma tem que saber o que fazer. Se fizer besteira, queimou.

A equipe do André foi correr a série dele, a segunda, só depois das 17 h e ficou com o bronze de 3 equipes na categoria 50-55 e foi a 13º de 15 equipes com 7:20.8. Como já estava tarde, fomos logo embora de Uber antes de pegar a premiação dos revezamentos 4 x 400. Acabou que ficaram faltando 3 medalhas: 1 de prata no revezamento 4 x 400 para mim e 2 de bronze, no revezamento e 800 m para o André.

Para finalizar, durante o domingo, fizeram uma justa homenagem a ex-presidente da AVAt, Lelete. 

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